10 mil das forças públicas em protesto por reajuste digno: é só o começo Doria

No dia 4 de novembro de 2019, cerca de dez mil integrantes das forças públicas de São Paulo, entre profissionais da ativa e aposentados, tomaram as ruas da capital em um grande ato de protesto. A mobilização reuniu policiais, agentes penitenciários e demais servidores da área de segurança, todos unidos por uma mesma reivindicação: um reajuste salarial digno.

A manifestação seguiu pelo Corredor Norte-Sul em direção ao centro da cidade, formando uma longa caminhada de servidores decididos a mostrar ao governo estadual que a proposta apresentada está muito distante do que consideram justo.

O estopim do protesto foi o anúncio do governador João Doria de um reajuste de apenas 5% para as categorias da segurança pública. Segundo o relato, esse percentual é insuficiente para repor a inflação acumulada nos últimos cinco anos, o que na prática deixa os salários ainda mais defasados.

No caso dos agentes penitenciários, a insatisfação é ainda maior: o reajuste anunciado não contempla todas as categorias de carreira dentro da Secretaria de Administração Penitenciária e também não resolve pendências antigas, como o pagamento de auxílio-alimentação e gratificações represadas desde a greve de 2014.

Em tom de advertência, os manifestantes deixaram um recado direto ao governador: "se o reajuste não melhorar, São Paulo vai parar, governador!" A frase resume o clima de indignação de quem se sente usado como vitrine política, mas não reconhecido de fato no bolso.

O texto critica a postura de Doria, apontando que o governador gosta de usar a segurança pública para promover sua gestão, mas na prática não valoriza de forma concreta quem está na linha de frente, arriscando a vida diariamente.

Para o autor, esse protesto é apenas o começo de um movimento maior. A resposta insuficiente do governo, na avaliação do blog, teve efeito contrário ao esperado: em vez de esvaziar a pauta, acabou unindo as diferentes categorias das forças públicas em torno da mesma luta.

O post cita ainda a chamada "Operação Legalidade" como expressão dessa unificação, reforçando a articulação conjunta entre as diversas corporações de segurança do estado.

Por fim, o autor faz um convite direto ao governador João Doria: que ele cumpra um turno de doze horas de trabalho dentro do sistema penitenciário, para conhecer de perto a realidade, as dificuldades operacionais e a precariedade das condições enfrentadas por quem atua nas unidades prisionais de São Paulo.

Matéria originalmente publicada no blog "Diálogo Digital com Fábio Jabá" em 04 nov 2019. Ler a versão original no blog
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