Fábio Jabá voltou a se manifestar sobre a situação do presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, poucos dias depois da rebelião que chocou o país, compartilhando no blog uma reportagem da GloboNews sobre uma varredura feita no local. Segundo a matéria em vídeo, os agentes que atuaram na unidade encontraram, escondidos pelos detentos, um revólver, cerca de 500 armas artesanais (as chamadas armas brancas, tipo estoques e facas improvisadas) e diversos aparelhos celulares.
Ao repostar o vídeo, Jabá retoma quase palavra por palavra o texto de uma publicação sua anterior, reforçando o mesmo diagnóstico: havia dois anos a penitenciária de Alcaçuz estava, na prática, sob o domínio dos próprios presos. Ele lembra que, desde que a rebelião começou, diferentes forças de segurança chegaram a ser deslocadas para o local, mas argumenta que só quem realmente entende do trabalho prisional, ou seja, os agentes penitenciários, teve condições de conduzir a operação com excelência, responsabilidade e competência.
O achado de armas e celulares é apresentado por ele como a prova concreta desse argumento: a operação que localizou o arsenal escondido dentro da unidade validaria, na visão do autor, a capacidade técnica dos agentes penitenciários frente a um cenário que outras corporações não teriam conseguido resolver antes.
Na sequência, ele faz um apelo direto às autoridades: que o poder público confie aos agentes a missão de retomar e manter o controle das unidades prisionais, mas que, em contrapartida, esses profissionais sejam efetivamente valorizados, com reconhecimento e condições à altura da responsabilidade que assumem.
O post reforça essa mensagem com hashtags ligadas às pautas do setor: #PoliciaPenalJá, cobrando a criação da carreira de Polícia Penal para os agentes penitenciários, além de referências ao próprio nome de Fábio Jabá, ao sindicato SIFUSPESP (Sindicato dos Funcionários do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo) e à federação nacional da categoria, a FENASPEN.
O texto ainda traz um link remetendo à publicação anterior do próprio blog, intitulada "Eis a solução para a crise, os agentes penitenciários, Polícia Penal Já!", mostrando que essa é uma repetição proposital do mesmo apelo, agora reforçada pelas imagens do vídeo jornalístico como evidência do problema de segurança em Alcaçuz e da resposta dada pelos profissionais penitenciários.