Fábio Jabá, presidente do Sifuspesp, o sindicato que representa os agentes da Polícia Penal de São Paulo, publicou um vídeo avisando à categoria que o ato marcado para acontecer em frente ao Palácio dos Bandeirantes no dia 11 de abril havia sido cancelado.
Segundo ele relata, deputados da base aliada do governo procuraram a direção do sindicato e pediram, diretamente, que a mobilização em frente ao palácio fosse retirada de pauta.
O motivo do chamado à manifestação era a reunião marcada para o dia 11, uma quinta-feira, às 15h, dentro do próprio Palácio dos Bandeirantes, na qual o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, se encontraria com representantes das entidades do sistema prisional para tratar do projeto da Polícia Penal, a chamada lei orgânica que regulamenta a carreira. O Sifuspesp havia convocado toda a categoria para se apresentar na porta do palácio nesse mesmo dia, como forma de mostrar união e força enquanto a negociação ocorria do lado de dentro.
Foi justamente esse ato que os deputados da base aliada pediram para ser cancelado, sob o argumento, de acordo com o que Jabá relata, de que sua manutenção poderia comprometer a própria realização do encontro com a Casa Civil.
Diante disso, a direção do sindicato optou por atender ao pedido e suspender a convocação para o ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
Ainda assim, no mesmo dia 9 de abril, o governo enviou comunicado à Casa Civil adiando também a reunião que havia sido agendada para o dia 11, remarcando o encontro para o dia 18 de abril, às 15h.
Jabá usa o vídeo para expor esse desenrolar aos filiados: o sindicato cedeu ao pedido de cancelar o ato como gesto para preservar o diálogo com o governo, e mesmo assim a reunião prometida acabou sendo empurrada para a semana seguinte, deixando a categoria mais uma vez à espera de avanços na lei orgânica da Polícia Penal, no reajuste salarial e no reconhecimento da carreira, pauta que os agentes penitenciários de São Paulo cobram do governo Tarcísio de Freitas desde o início de 2023.