Diálogo com a população é essencial na luta contra privatização de presídios

Fábio Jabá conta que, como já havia anunciado no blog dias antes, no domingo, 9 de junho, ele e seu grupo estiveram na Avenida Paulista para dar início a uma frente de contato direto com a população, com o objetivo de alertar as pessoas sobre os riscos da proposta de privatização das penitenciárias que o governador João Doria pretende colocar em prática em São Paulo.

A ação foi feita com o uso de faixas e a distribuição de panfletos, e ao longo das conversas com quem passava pela avenida ficou evidente que boa parte da população desconhece por completo a proposta do governo ou não tem noção de que, na prática, esse modelo de gestão privada custaria muito mais caro aos cofres públicos do que o sistema atual. Jabá reforça ainda outro ponto grave: o risco à segurança de todos, já que, segundo ele, entregar as unidades penais a empresas que funcionam como fachada equivale, na realidade, a colocar essas estruturas nas mãos de facções criminosas, algo que ele e seus aliados já vêm denunciando publicamente.

Mesmo entre os que não conheciam os detalhes da proposta de privatização, muitos já tinham ouvido falar dos massacres registrados em presídios privatizados no Amazonas, e essa lembrança fez com que a maioria rejeitasse de imediato a ideia de trazer esse mesmo modelo para o estado de São Paulo.

Durante o diálogo com a população, o grupo também se dedicou a desfazer um argumento comum do governo Doria, que costuma citar a penitenciária de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, como exemplo de sucesso a ser replicado em São Paulo. Fábio Jabá explica que essa unidade opera com um critério rígido de seleção dos presos, funcionando como um filtro que impede a entrada de detentos considerados de alta periculosidade, o que muda completamente o perfil da população carcerária ali e torna a comparação enganosa quando aplicada à realidade paulista.

O post indica ainda uma reportagem publicada no site do SIFUSPESP (Sindicato dos Funcionários Públicos Penitenciários do Estado de São Paulo) que trata dessa mesma ação de diálogo com os paulistanos sobre os riscos da privatização.

Por fim, Fábio Jabá afirma que as panfletagens não vão parar ali: a intenção é continuar levando essa conversa a outros pontos da capital paulista, como terminais de ônibus, estações de trem e metrô e áreas comerciais, já que, para ele, manter esse diálogo direto e constante com a população é fundamental para conscientizar as pessoas e conquistar apoio popular nessa luta contra a privatização dos presídios.

Matéria originalmente publicada no blog "Diálogo Digital com Fábio Jabá" em 10 jun 2019. Ler a versão original no blog
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