
Fábio Jabá abre o texto chamando atenção para o momento delicado que o país atravessa: o Brasil inteiro está de olho no que acontece dentro do sistema prisional, diante da onda de violência que tomou conta dos presídios naquele início de 2017.
Ele cita diretamente o caso da penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, lembrando que, na prática, aquela unidade já vinha sendo dominada pelos próprios detentos havia cerca de dois anos. Ou seja, o controle informal dos presos sobre o presídio não era novidade daquele momento, já se arrastava havia tempo.
Segundo o autor, desde que a rebelião estourou, diversas outras forças de segurança chegaram a atuar no local. No entanto, ele faz questão de destacar que foram os agentes penitenciários, justamente aqueles que conhecem a realidade do sistema por dentro, os que realmente entendem do assunto, os únicos capazes de conduzir o trabalho de contenção com excelência, responsabilidade e competência.
É esse contraste, entre as forças que passaram pelo local e o preparo específico da categoria penitenciária, que sustenta o argumento central do post: quem resolve a crise de verdade é quem vive o dia a dia dentro das unidades prisionais, não quem chega de fora sem esse conhecimento acumulado.
Por isso, Fábio Jabá encerra fazendo um apelo direto aos governantes: que deem aos agentes penitenciários a missão que eles, na prática, já vêm cumprindo havia tempo, e que, ao mesmo tempo, os valorizem de verdade por esse trabalho. É esse reconhecimento, aliado ao título do post, que aponta para a bandeira defendida por ele como solução para a crise: a criação da Polícia Penal, dando status, estrutura e valorização institucional a quem já sustenta a segurança dentro dos presídios brasileiros.