Fábio Jabá lança pré-candidatura a deputado estadual pelo PSB com apoio do partido e da categoria

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal), Fábio Jabá, formalizou nesta quarta-feira (22) sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PSB. O lançamento ocorreu em evento que reuniu lideranças da segurança pública, militantes e trabalhadores do sistema prisional em um debate sobre os rumos da segurança no estado de São Paulo.

A chapa do PSB inclui Nilson Braga, pré-candidato a deputado federal, e conta com o apoio do deputado estadual Reis e do presidente estadual do partido, Caio França. Para Caio França, a pré-candidatura de Jabá representa a chance de levar ao Parlamento uma voz ausente há tempos. "A Assembleia tem muitos coronéis, major, capitães, delegados, mas não tem um policial penal. É a única categoria da segurança pública que não está representada no Parlamento", afirmou Caio França, destacando que são 30 mil servidores inativos e 20 mil ativos na categoria, cada um com família capaz de multiplicar o apoio.

O presidente do PSB estadual foi direto ao avaliar as chances de vitória. "Faltou pouquinho para ele na última eleição, e agora vai. O Jabá já mostrou que dá para chegar." Caio França também criticou o descumprimento de promessas do governador Tarcísio de Freitas com a categoria. "Ele descumpriu a palavra que deu durante a campanha, que a polícia paulista seria talvez a mais bem paga. Na votação da LDO não tem previsão de aumento para os policiais penais."

Caio França encerrou sua fala, afirmando que "o PSB está muito orgulhoso de ter essa dobradinha rumo à Assembleia Legislativa" e convocou a categoria ao engajamento: "não tem grande campanha se não tiver engajamento das pessoas, se não tiver pessoas convencidas de fazer um grupo grande para chegar lá no dia 4 de outubro."

Ao assumir o microfone para falar, Jabá anunciou que mais um policial penal havia cometido suicídio horas antes, o quinto caso registrado em 2026, número que iguala todo o ano de 2025. "É o legado que o governo Tarcísio está deixando para a segurança pública", declarou.

Jabá, que acumula 26 anos de serviço e responde a 11 processos administrativos por denunciar a situação do sistema prisional, detalhou o colapso das unidades. Segundo ele, em muitas unidades há apenas cinco policiais no plantão para mais de dois mil presos. "O policial virou um escravo do governo. Você trabalha 25, 26 dias por mês, fica preso mais oito horas para ganhar 300 reais por mês a mais, e se não vai é convocado", denunciou.

O pré-candidato também abordou a questão salarial, informando que um policial penal com 26 anos de serviço recebe cerca de R$ 5.600 após descontos de consignados, e que servidores com 30 anos recebem em torno de R$ 6.000, contrariando a promessa de campanha de Tarcísio de tornar a Polícia Penal a décima melhor remunerada do estado.

O pesquisador Lívio Rocha, que também compôs a mesa, reforçou a gravidade do quadro ao lembrar que a maior causa de morte de policiais no Brasil é o suicídio, motivado por assédio moral, assédio sexual e falta de reconhecimento. "Qualquer candidatura que queira falar de segurança pública e não validar a saúde mental dos policiais e as condições de trabalho não está a favor de nenhuma categoria policial", afirmou.

Jabá encerrou sua fala com um chamado à categoria: "Nós estaremos na Assembleia Legislativa para desmascarar e fazer a verdade, defender o operacional e defender realmente a segurança pública, porque é ele que executa tudo."

Publicado em 22 jul 2026 · Assessoria de imprensa da pré-campanha Fábio Jabá.
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