Fake news sobre reajuste e privatizações: em vez de acreditar em notícias falsas, vem pra luta!

Já faz alguns dias que uma informação vem se espalhando pelas redes sociais dando conta de que a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) estaria prestes a reajustar o salário dos servidores. Junto com isso, voltou a circular um vídeo antigo do governador João Doria (PSDB), gravado ainda no início do ano, tratando do tema das privatizações.

Fábio Jaba questiona a veracidade dessas informações lembrando do perfil do governador: quem conhece o quanto Doria costuma explorar o marketing pessoal sabe que ele jamais deixaria de fazer alarde caso realmente fosse conceder um reajuste salarial à categoria. Seria improvável ele promover uma medida dessas sem antes usá-la amplamente para reforçar sua própria imagem de "bom gestor".

Por isso, ele classifica esse tipo de conteúdo como fake news, informação falsa ou, no mínimo, deturpada. Esse tipo de boato gera confusão e cria expectativas que não correspondem à realidade entre os servidores, o que ele considera lamentável. Para Jaba, espalhar notícias sem fundamento é um ato de irresponsabilidade, e é papel de todos evitar que esse tipo de conteúdo continue sendo compartilhado.

Ele reconhece que é natural querer se agarrar a uma esperança, a uma promessa de melhora, mas reforça que a mudança de fato na situação da categoria não vai vir de boatos nem de anúncios isolados: vai vir da mobilização e da luta coletiva dos servidores. Para quem ainda não se engajou nessa causa, o convite é direto: chegou a hora de entrar na luta.

Na sequência, Jaba compartilha algumas orientações práticas para ajudar os leitores a identificar e combater fake news no dia a dia.

A primeira dica é analisar o conteúdo com atenção antes de repassá-lo adiante. Vale prestar atenção a sinais de alerta como uso exagerado de letras maiúsculas, pontos de exclamação em excesso, abreviações estranhas, erros de ortografia e adjetivos em profusão. Títulos sensacionalistas, textos carregados de opinião e dados apresentados sem qualquer indicação de fonte também devem levantar suspeita.

A segunda dica é pesquisar além do próprio texto. É importante verificar a credibilidade do site que publicou a informação: páginas com nomes parecidos aos de veículos de imprensa conhecidos, que não identificam quem escreveu a matéria e não trazem informações de contato, tendem a ser pouco confiáveis. Ele lembra ainda que, em muitos casos, os "especialistas" citados nessas matérias simplesmente não existem, e que uma busca rápida no Google costuma ajudar a desmascarar esse tipo de fraude.

A terceira dica é confirmar a informação, checando se ela também foi noticiada por outros jornais, revistas ou sites confiáveis. Jaba alerta que uma notícia falsa nem sempre é totalmente inventada: muitas vezes trata-se de um trecho retirado de contexto ou de uma matéria antiga que volta a circular como se fosse recente. Esse tipo de manipulação, segundo ele, também contribui para a desinformação e merece atenção redobrada.

Para encerrar, Fábio Jaba convida os leitores a continuarem acompanhando as informações oficiais através do próprio blog, do canal no YouTube, do site do SIFUSPESP, além de sua página no Facebook, que ele convida a todos para curtir, e também pelo seu perfil no Twitter.

Matéria originalmente publicada no blog "Diálogo Digital com Fábio Jabá" em 08 out 2019. Ler a versão original no blog
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