
O autor abre o texto dizendo que a categoria atravessa um momento turbulento, marcado por desafios que revelam a existência de forças ocultas movendo um projeto político cujo único objetivo é permanecer no poder custe o que custar.
Segundo ele, a chapa Mudar para Lutar conta com três armas nessa disputa: o respeito rigoroso à lei, a confiança nas instituições e o apoio da maioria dos trabalhadores do sistema prisional, que já não aguentam mais conviver com injustiças.
Ele relata que, ao longo desse processo, viu nos olhos de muitos companheiros e companheiras um misto de orgulho, esperança e coragem, e que agora esse sentimento vem acompanhado da certeza de que existe um jogo sujo e pesado sendo armado por quem hoje comanda o sindicato. Para o autor, catorze anos no comando já seriam tempo suficiente para mostrar serviço, e chegar a vinte anos seria simplesmente inaceitável, o limite final.
Ele acusa a chapa 2, ligada ao atual presidente e a seus aliados, de ter demonstrado nas últimas semanas do que é capaz.
De acordo com o relato, essa chapa fez sua inscrição fora do prazo estabelecido, mas mesmo assim conseguiu uma liminar na Justiça que garantiu sua participação no pleito.
O texto conta que, mesmo sem ter sido oficialmente citada no processo judicial, a Comissão Eleitoral, que já tinha inclusive marcado a assembleia para aclamar a chapa Mudar para Lutar (a única que havia entregado a documentação completa dentro do prazo), acabou se dirigindo à sede do sindicato para efetivar o registro da chapa 2.
Segundo o autor, a decisão judicial da liminar chegou ao conhecimento da comissão em 8 de março de 2017, mas só foi publicada no dia seguinte. Diante disso, os integrantes da comissão, que haviam sido escolhidos pela própria categoria em assembleia para conduzir o processo, exigiram que o presidente do sindicato apresentasse a documentação necessária, entregasse a lista de associados e disponibilizasse os recursos financeiros da entidade para viabilizar a votação.
A comissão foi além e suspendeu o pleito até que a chapa 2 informasse quem eram seus integrantes, de modo a permitir a checagem de quem estaria apto a concorrer e a conferência do cumprimento das regras do estatuto.
Nenhuma resposta veio. Pior ainda, segundo o autor, a comissão descobriu que o presidente estaria colhendo votos e conduzindo a eleição por fora das normas estatutárias e da própria decisão da assembleia da categoria, que havia justamente delegado à comissão a função de coordenar e zelar pela lisura de todo o processo eleitoral.
Para o autor, isso deixou evidente que se tratava de uma farsa completa, e ele indica um link (bit.ly/2mdF9rZ) para quem quisesse se aprofundar no caso.
Ele compara o pedido de liminar feito bem perto da data da assembleia de aclamação a uma manobra deliberada para fabricar uma fraude eleitoral, no mesmo estilo de reis ou ditadores do passado, que criavam as próprias regras, julgavam segundo seus interesses e depois se autoproclamavam vencedores. Farsa, repete ele, e algo que não pode ser tolerado dentro de um regime democrático.
O relato prossegue contando que a Comissão Eleitoral recorreu, em 10 de março, à juíza Maria Cecília Monteiro Frazão, da 6ª Vara Cível do Foro Regional I de Santana (processo 100588/52.2017.8.0001), que concedeu uma liminar determinando o restabelecimento da ordem e o cumprimento das regras do edital. A decisão também determinou a intimação do presidente do SIFUPESP para que ele apresentasse: a documentação dos candidatos da chapa identificada como "seriedade e compromisso"; a relação dos associados aptos a votar; a comprovação de recursos financeiros para a confecção das cédulas; e a comprovação de recursos para pagar diárias de mesários e para locação e abastecimento de veículos. O post traz ainda um documento embutido com a petição apresentada pela comissão à Justiça.
Com isso, a nova data da eleição ficou marcada para os dias 27 e 28 de março, segunda e terça-feira.
O autor faz então um apelo direto à categoria: mais do que nunca, é preciso apoiar divulgando e votando na chapa 1, Mudar para Lutar, para que a justiça prevaleça.
Ele lembra que a chapa já vinha dialogando com os trabalhadores havia algum tempo e havia construído propostas concretas de bandeiras para movimentar o sindicato, indicando um link (bit.ly/2ndWvpK) para conhecê-las, e reforça as datas da votação (27 e 28 de março), pedindo que quem puder ajude imprimindo o material de campanha da chapa, disponível em outro link (bit.ly/2lXrS6W).
Ele reconhece que a disputa está longe de ser fácil e que as artimanhas do adversário são pesadas, mas afirma que isso só tem servido para unir e fortalecer ainda mais quem está engajado na luta para salvar o sindicato.
Encerra com um chamado direto: Mudar para Lutar é o desafio do momento, e, se a lei for de fato cumprida, Lutar para Mudar será a missão que virá em seguida.