
O Ministério Público de São Paulo conseguiu, na sexta-feira (10), uma decisão da Justiça determinando que 11 detentos com ligação ao PCC, facção criminosa que age tanto dentro quanto fora das unidades prisionais, fossem enviados ao Regime Disciplinar Diferenciado, o RDD, por um período de 360 dias, ou seja, praticamente um ano inteiro.
Entre os nomes incluídos nessa lista está Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, apontado como o principal comandante da organização criminosa. Ele cumpre pena na unidade prisional de Presidente Bernardes.
Quem está no RDD permanece isolado dos demais presos e tem direito a apenas duas horas diárias de banho de sol, condição que caracteriza o regime como o mais rígido dentro do sistema penitenciário.
Essa não é a primeira vez que Marcola é submetido a essa medida recentemente. Em dezembro, a Justiça já havia determinado o envio dele e de outros 12 presos ao regime diferenciado, por um prazo de 60 dias, que se encerraria justamente nesta segunda-feira (13).
Com a decisão mais recente, no entanto, esse grupo de presos deve permanecer no RDD até fevereiro de 2018.
Além disso, o Ministério Público também pediu a prorrogação do regime disciplinar diferenciado para outros três detentos.