
O deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB), que exerce a liderança do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo, recebeu na manhã desta terça-feira os concursados que mantêm o acampamento de resistência nas dependências da Alesp. O encontro teve como tema central a questão das nomeações, ainda pendentes para essa categoria.
Durante a conversa, Pignatari admitiu que a origem do problema está na gestão anterior: segundo ele, foi um erro do governo Alckmin ter deixado que o déficit de pessoal se acumulasse até atingir o patamar atual. Os concursados, por sua vez, chamaram a atenção do deputado para o crescimento das tentativas de fuga e das agressões registradas em razão do efetivo insuficiente, destacando que esse cenário representa um risco para toda a sociedade paulista.
Um dos pontos discutidos na reunião foi a criação de polos regionais de escolta, medida que tornaria o serviço mais eficiente e ainda geraria economia para os cofres do Estado, já que poderia liberar ao menos 6 mil policiais militares atualmente destacados para essa função. Pignatari relatou que, em conversa com o coronel Nivaldo Restivo, da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), foi informado de que a escolta feita pela própria SAP sai mais barata e é mais eficiente do que a realizada pela Polícia Militar.
O deputado afirmou também ter conhecimento de que a SAP está em condições de formar e treinar os concursados, caso estes venham a ser efetivamente chamados. Como próximo passo, comprometeu-se a conversar novamente com o coronel Restivo para se aprofundar na questão da falta de efetivo e da situação em que se encontram os concursados, e pediu um prazo de uma semana para retomar o diálogo com os representantes do movimento.
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