
Fábio Jabá abre o texto citando o Evangelho de João, capítulo 8, versículo 32: "conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". É essa ideia, a de que só a verdade liberta, que serve de mote para todo o manifesto.
Ele observa que vivemos um momento em que parece existir uma disputa generalizada, todos contra todos, e que justamente por isso a união se torna algo essencial. Mas, pondera, união não é algo que surge espontaneamente: ela exige um mínimo de confiança mútua e de direção clara entre as pessoas que decidem se engajar numa mesma causa.
A partir daí ele fala diretamente da categoria e de seu sindicato, o SIFUSPESP. Defende que a categoria pede, com razão, mais unidade organizada, mas que, para isso acontecer, o próprio sindicato precisa dar o exemplo: ser mais transparente e se abrir a novos formatos de mobilização e de comunicação, tanto com os próprios representados quanto com a sociedade em geral. Segundo ele, essa renovação é necessária porque os métodos antigos já se esgotaram e não trazem mais avanço algum.
É desse diagnóstico que nasce a proposta concreta do texto: o lançamento de uma campanha em torno da hashtag #verdademanifesta, um chamado público para que a verdade venha à tona.
Fábio Jabá explica que o objetivo é abrir, dentro da categoria, um diálogo pautado pela transparência e por um debate construtivo, capaz de gerar ações reais e de construir um futuro do qual as próximas gerações, os filhos de todos, possam se orgulhar.
Para reforçar esse espírito, ele recorre a versos atribuídos a um poeta (referência ao célebre poema de Antonio Machado): a ideia de que é o caminhante, com seus próprios passos, quem cria o caminho; que não existe um caminho pronto de antemão, ele só se forma à medida que se anda; e que, ao olhar para trás, o caminhante vê a trilha percorrida, sabendo que nunca mais vai pisar exatamente naquele trajeto outra vez, pois o que resta à frente, na travessia, são apenas as estrelas no mar como guia.
Encerrando, ele se dirige aos "amigos de luta" e companheiros de categoria, lembrando que todos compartilham as mesmas dores e o mesmo suor, e os convida a trilhar juntos esse caminho de uma verdade que se manifesta. Reafirma que a transparência em cada atitude precisa ser a base desse trabalho difícil. Reconhece que nenhum homem ou mulher é perfeito, mas defende que é preciso ter fundamentos sólidos e disposição para se renovar, de modo a poder se orgulhar da luta travada e não guardar o arrependimento de não ter tentado. Termina pedindo que Deus proteja a todos, e assina: "Com muito respeito, Fábio Jabá".