
Servidores do sistema prisional paulista, junto com trabalhadores de outras categorias do serviço público estadual, estão se unindo em uma mobilização contra a proposta de reforma da previdência apresentada pelo governador João Doria. O ato está marcado para o dia 19 de novembro de 2019, uma terça-feira, às 14h, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na região do Parque do Ibirapuera, zona sul da capital.
O autor critica duramente a forma como o governo vem conduzindo essa reforma: sem qualquer diálogo com os trabalhadores nem com os próprios deputados estaduais, tratando-se de um processo apressado e imposto de cima para baixo.
Ele lembra que Doria, durante a campanha, havia se comprometido a não tocar na previdência dos servidores públicos. Apesar dessa promessa, projetos de lei complementares que tratam exatamente desse tema estavam em tramitação na Assembleia, o que o autor aponta como uma contradição direta entre o discurso eleitoral e a prática de governo.
Segundo o texto, a proposta em tramitação prevê o aumento do tempo de contribuição e de trabalho exigido dos servidores, elevação dos percentuais descontados de seus salários e, ao mesmo tempo, redução dos benefícios previdenciários a que teriam direito no futuro.
O post também menciona outro ponto de insatisfação: um reajuste salarial considerado irrisório, de apenas 5%, concedido às forças de segurança, o que reforça a sensação de desvalorização entre essas categorias.
Para o autor, o momento é grave e coloca em risco a própria sobrevivência do serviço público em São Paulo, com os servidores sentindo-se perseguidos pela gestão estadual atual.
Por isso, ele faz um chamado à pressão popular e coletiva para tentar impedir a aprovação dessas medidas, destacando que o SIFUSPESP, sindicato que representa os trabalhadores do sistema prisional, vem mantendo presença constante e atuação junto à Assembleia Legislativa para defender os interesses da categoria.