
O novo coronavírus já é uma realidade dentro do sistema prisional paulista. Fábio Jabá abre o texto alertando para esse fato e manifestando preocupação com a postura da administração: mesmo com o risco de contágio já instalado, o secretário João Camilo Pires de Campos, o "Pinóquio", mantém as visitas liberadas nas unidades. Some-se a isso a falta de estrutura básica oferecida pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) aos servidores, que continuam sem máscaras, sem álcool em gel e sem qualquer equipamento de proteção individual para enfrentar o vírus no dia a dia de trabalho.
Como presidente do SIFUSPESP, Jabá afirma que o sindicato vai redobrar os esforços para proteger os trabalhadores do sistema penitenciário e cobra da SAP uma postura mais transparente sobre os casos, confirmados ou suspeitos, de contaminação. Ele denuncia que a pasta vem escondendo informações em vez de comunicar abertamente à categoria o que está de fato acontecendo dentro das unidades.
O post relaciona uma série de ocorrências já identificadas. Um servidor que trabalha no Hospital Central do Sistema Penitenciário, na capital, teve o exame positivo para o coronavírus confirmado. Em Flórida Paulista, outro servidor, lotado na Penitenciária "A.E.V.P. Cristiano de Oliveira", apresenta sintomas compatíveis com a doença.
Entre os presos, o texto cita um caso suspeito no CDP de Pacaembu. Na CDP I de Pinheiros, um detento está com febre alta e dificuldade respiratória, quadro que preocupa porque ele compartilha a cela com outros 35 presos, o que amplia enormemente o risco de contaminação em massa dentro do pavilhão. Já na Penitenciária Feminina Compacta (PFC) de Santana, uma detenta apresentou sintomas do coronavírus, mas foi solta sem que fosse submetida a qualquer teste para confirmar ou descartar a doença.
Jabá critica duramente a resolução publicada pela SAP em 19 de março, que se limitou a restringir a entrada de visitantes com mais de 60 anos e de crianças, mantendo as visitas liberadas para o restante do público. Para ele, essa medida é insuficiente diante da gravidade do momento.
Por isso, o sindicato informa que já ingressou com uma ação civil exigindo da Secretaria a adoção imediata de um protocolo de contingência, a distribuição de equipamentos de proteção individual a todos os servidores e a restrição das transferências de presos entre unidades, medida considerada essencial para evitar que o vírus se espalhe de um presídio para outro.
Ao final, o post deixa um canal aberto para que servidores relatem casos suspeitos: WhatsApp (11) 99339-4320 ou o e-mail imprensa@sifuspesp.org.br.