O Martelo da Opressão Vai Quebrar: 4 Anos de Desmonte e a Resposta da Polícia Penal em 2026

Fábio Jabá abre o texto declarando que o tempo em que a categoria acreditava nas promessas feitas em 2022 chegou ao fim. Quem trabalha todos os dias dentro do sistema prisional paulista não precisou de relatório nem de discurso oficial para perceber o que aconteceu nesses quatro anos: viveu na própria pele o desmonte da segurança dentro das unidades e assistiu, de dentro, ao crescimento do poder do crime organizado enquanto o governo se afastava cada vez mais da responsabilidade de garantir segurança pública.

Segundo o autor, foram quatro anos de trincheira. Enquanto a propaganda oficial tentava vender uma imagem de avanço, quem estava na ponta, dentro das galerias e dos corredores, sentia o oposto: abandono, sobrecarga e uma estrutura cada vez mais fragilizada. O contraste entre o discurso público e a realidade vivida pelos agentes é, para Jabá, a prova de que a gestão tratou a segurança prisional como peça de marketing, não como prioridade de Estado.

O post lista o que a categoria efetivamente perdeu nesse período: uma regulamentação da carreira que, em vez de valorizar a profissão, veio carregada de retrocessos e perda de direitos; o custo de vida disparando sem correspondência salarial; o avanço da terceirização corroendo a estrutura e a identidade do sistema; e, por trás de tudo isso, a sensação diária de ter sido esquecido e tratado com desprezo por quem administra a máquina pública.

Na seção que o autor chama de "O Retrato da Ilusão vs. O Martelo do Desmonte", ele descreve a política adotada pelo governo desde 2022 como um massacre silencioso. Não é apenas uma crítica administrativa: é a acusação de que houve uma escolha deliberada de golpear a dignidade e o sustento de quem trabalha dentro do sistema prisional, usando como ferramentas o corte de custos e a ausência total de compromisso com a categoria. O "martelo pesado" do governo, na imagem usada por Jabá, não bateu apenas em muros e estruturas físicas das unidades: bateu na vida de cada agente.

Jabá acusa ainda o governo de tentar isolar a categoria e de recorrer a uma espécie de maquiagem estatística para esconder da opinião pública a real dimensão da crise dentro do sistema prisional. Mas, para ele, esse esforço fracassou porque nenhum sistema prisional se sustenta sem os homens e mulheres que efetivamente o fazem funcionar todos os dias, e é essa força humana, não o discurso oficial, que resistiu.

O texto reconhece que a pressão e a humilhação vividas ao longo desses quatro anos, paradoxalmente, fortaleceram a coesão interna da categoria. Foi a solidariedade de classe, segundo Jabá, que manteve os profissionais de pé mesmo diante da crise, unidos em torno da missão comum de garantir a paz social apesar do descaso institucional.

Na seção "A Corrente Inquebrável da Resistência", o autor inverte a lógica da opressão: em vez de quebrar a categoria, a pressão do governo acabou gerando união. Ele defende que, quando uma categoria profissional de peso significativo se organiza e age de forma coesa, nenhuma autoridade, por mais resistente que pareça, consegue se manter irredutível diante dessa força coletiva.

Jabá celebra o crescimento recente da mobilização da categoria, afirmando que essa força coletiva já é visível e que essa visibilidade tem gerado temor entre as autoridades. Para ele, essa union crescente é a prova viva de que a corrente de resistência formada pelos agentes penais se tornou, de fato, inquebrável.

Na seção final, "2026: O Ano da Resposta Definitiva nas Urnas", o autor declara que este ano marca o momento decisivo de prestação de contas. A categoria, diz ele, nasceu historicamente mobilizada em 2026 e não vai mais aceitar migalhas, desvalorização contínua ou promessas vazias seguidas, na prática, de perdas salariais reais.

Jabá defende que chegou a hora de a categoria assumir diretamente o protagonismo político. Argumenta que é insustentável uma categoria tão grande e tão organizada continuar sendo governada por quem nunca pôs os pés no chão de uma galeria e não entende, na prática, a realidade do sistema prisional.

Por isso, o autor anuncia a estratégia eleitoral da categoria para 2026: eleger representantes legítimos da Polícia Penal tanto para a Assembleia Legislativa de São Paulo quanto para o Congresso Nacional, rejeitando intermediários políticos tradicionais que não vêm de dentro da carreira. Nesse contexto, ele é direto ao afirmar que é hora de tirar o governador Tarcísio de Freitas do poder e devolvê-lo ao Rio de Janeiro, de onde veio.

Como fechamento, Jabá recorre a uma lição que considera universal e histórica: nenhuma opressão, por mais pesada que seja, resiste a uma classe unida e determinada. O futuro do sistema prisional paulista e a dignidade de quem nele trabalha, conclui, estão agora nas mãos da própria categoria.

O post termina com um convite direto ao leitor: perguntando se ele está pronto para fazer parte dessa virada histórica, Jabá pede que o texto seja compartilhado entre colegas de categoria como forma de ampliar a mobilização rumo às eleições de 2026.

Matéria originalmente publicada no blog "Diálogo Digital com Fábio Jabá" em 24 mai 2026. Ler a versão original no blog
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