
Para quem duvida que o sistema prisional paulista vai realmente parar, o convite é claro: compareça no dia 17 de setembro, uma terça-feira, a partir das 8 horas da manhã, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lá vai acontecer uma audiência pública com o tema "Pela Valorização dos Servidores do Sistema Prisional Paulista". O endereço é Avenida Pedro Álvares Cabral, número 201, em frente ao Parque do Ibirapuera, na capital.
Montar um movimento de trabalhadores em todo o estado de São Paulo não é tarefa simples: exige estratégia, responsabilidade e muita dedicação. Muita gente cobra dos sindicatos uma postura mais firme, mas é importante lembrar que, há três meses, as entidades sindicais vêm caminhando unidas, lutando em bloco por mais direitos para a categoria.
Chegou o momento de cada servidor entender, de fato, quem está junto na luta e quem, na prática, está do lado do governo, fazendo o jogo contrário aos interesses da categoria.
Convido todos a assistirem ao vídeo que gravei, no qual explico como pretendemos paralisar o sistema por meio da chamada "operação legalidade".
Nos próximos dias, vamos produzir materiais e cartilhas explicativas sobre o movimento, além de organizar a logística para visitar pessoalmente todas as unidades prisionais, levando a informação e mobilizando a categoria para essa batalha.
No dia 17, daremos início a todas as ações de luta pela valorização da categoria e contra a privatização do sistema prisional. Como qualquer movimento sindical, isso exige responsabilidade máxima: não podemos repetir os erros do passado, que já custaram credibilidade aos sindicatos.
Quem me conhece sabe que sou um homem de luta, mas isso não significa expor a categoria a riscos desnecessários. Vamos garantir toda a proteção necessária, tanto jurídica quanto política, e esse trabalho será feito em conjunto pelas três entidades: SIFUSSPESP, SINDASP e SINDCOP.
Este é o momento da união. E quem decidir se posicionar contra esse movimento estará, na verdade, deixando claro que está contra a própria categoria e contra a valorização de todos os servidores do sistema prisional.