
Nos dias 3 e 4 de março de 2020, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a reforma da Previdência que atinge o funcionalismo público estadual, incluindo os trabalhadores do sistema prisional. O autor manifesta profunda frustração com o desfecho da votação, tratando o resultado como uma derrota dura para toda a categoria.
Ele lembra que os efeitos da reforma não se restringem aos servidores individualmente: alcançam também suas famílias, que vão sentir na prática as mudanças nas regras previdenciárias. Cita que o governador João Doria, do PSDB, havia se comprometido publicamente, ainda durante o debate eleitoral contra Márcio França, a não tocar na Previdência do funcionalismo, e que essa promessa de campanha simplesmente não foi cumprida.
Mesmo admitindo a derrota, o autor defende que o sindicato e a categoria fizeram tudo o que estava ao alcance para tentar impedir a aprovação da reforma, buscando construir alianças com outras entidades sindicais e mantendo diálogo tanto com parlamentares de oposição quanto com deputados da própria base de apoio ao governo na Alesp.
Em seguida, ele detalha as frentes de atuação adotadas na tentativa de reverter o quadro: reuniões diretas com lideranças do governo, mobilizações de rua, campanhas de pressão nas redes sociais e a organização de ônibus para levar trabalhadores até a capital e reforçar a presença dos protestos em frente à Assembleia Legislativa.
Apesar do resultado desfavorável, ele insiste que a batalha perdida não encerra a guerra. Acusa o governo de manter um projeto permanente de enfraquecimento do funcionalismo, sob o discurso de "enxugar" o Estado, como se a população pudesse simplesmente abrir mão dos serviços públicos prestados por esses trabalhadores.
O autor denuncia então uma contradição na política do governo estadual: de um lado, impõe-se um "Estado mínimo" à população e aos servidores, com corte de direitos; de outro, mantém-se um "Estado máximo" em favor dos empresários. Como exemplo, cita que cerca de R$ 20 bilhões foram concedidos em isenções fiscais a empresas em um único ano, enquanto o próprio Estado deixa de cobrar algo em torno de R$ 300 bilhões em dívidas de empresas.
Diante desse cenário, convoca a categoria a dar continuidade à luta, chamando para uma greve geral unificada do funcionalismo marcada para o dia 18 de março, além de reforçar a mobilização da chamada "Operação Legalidade" em todas as unidades do sistema prisional paulista.
O texto também sinaliza uma resposta no campo eleitoral: promete que os deputados que votaram a favor da reforma não serão esquecidos, chamando-os de traidores que venderam os interesses da categoria, e defende que a categoria trabalhe para que esses parlamentares não sejam reeleitos.
Por fim, encerra em tom combativo, afirmando que o momento presente exige ação imediata e a manutenção da mobilização, reafirmando que a guerra em defesa do funcionalismo continua e convocando todos e todas a se somarem à Operação Legalidade.