
Nesta publicação do blog Diálogo Digital, Fábio Jabá não escreve um texto convencional: ele compartilha um vídeo, gravado e publicado em seu próprio canal, com o mesmo título da postagem, "Polícia Penal pura esta será nossa luta!". É por meio dessa gravação que ele leva sua mensagem direta à categoria e à sociedade, seguindo o formato que já vinha adotando em outras postagens do projeto Diálogo Digital, Sistema Prisional.
O recado se insere num momento decisivo para os agentes penitenciários paulistas. A criação da Polícia Penal, prevista pela emenda constitucional que instituiu a categoria em nível nacional, vinha sendo regulamentada em São Paulo, unificando as antigas carreiras de Agente de Segurança Penitenciária e de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária numa única função: a de Policial Penal. Era uma conquista histórica para o funcionalismo do sistema prisional, mas, para Jabá, apenas o primeiro passo.
O título da postagem resume o argumento central do vídeo: ter o nome "Polícia Penal" no papel não basta. Como presidente do sindicato que representa a categoria, Fábio Jabá defende que a luta seguinte é garantir que essa nova polícia seja "pura", ou seja, reconhecida de fato como força de segurança pública, com atribuições, estrutura de carreira e tratamento equivalentes aos das demais polícias, e não uma reclassificação apenas formal que mantenha, na prática, o status e as limitações da antiga função administrativa.
Essa cobrança está diretamente ligada às reivindicações históricas da categoria, que Jabá vinha denunciando publicamente: salários defasados, entre os mais baixos do país na comparação com outras forças de segurança, perda real de poder de compra acumulada ao longo dos anos e enfraquecimento da carreira, com postos de trabalho extintos ou não repostos. Para o sindicalista, a criação da Polícia Penal só terá sentido pleno se vier acompanhada da correção dessas distorções e do reconhecimento efetivo da função policial exercida dentro dos presídios.
O vídeo funciona, assim, como um chamado à mobilização: a categoria não deve se contentar com a mudança de nome, mas continuar pressionando o governo do estado para que a nova Polícia Penal receba, na prática, o mesmo status, os mesmos direitos e a mesma valorização das demais polícias. É esse compromisso de continuidade da luta sindical, mesmo após a vitória legal da criação da categoria, que dá título e sentido à publicação.