
Mais um policial penal foi vítima da violência na Grande São Paulo. Alexandre Roberto de Souza, que exercia sua função no Centro de Detenção Provisória Nilton Celestino, em Itapecerica da Serra, foi baleado e morto na noite da última quinta-feira, dia 12, no bairro Jardim das Oliveiras, em Taboão da Serra.
Segundo apurou o autor, o colega foi alvejado por, no mínimo, 15 tiros. Trata-se, infelizmente, do segundo policial penal assassinado em menos de uma semana no Estado de São Paulo.
Isso porque, na segunda-feira anterior, dia 9, quem perdeu a vida foi Samuel Correia Lima, policial penal do Centro de Detenção Provisória de Mauá. Ele foi morto a tiros dentro de uma loja de material de construção, em Santo André, no ABC paulista.
O autor chama a atenção para o fato de que os dois assassinatos aconteceram justamente no período em que as facções criminosas teriam decretado uma espécie de "greve branca" dentro das unidades prisionais. A SAP e o governo do Estado negam que isso esteja ocorrendo, mas o autor afirma ter certeza de que esse movimento é real e está em curso dentro das cadeias.
Diante desse cenário, ele pede que os "guerreiros e guerreiras" da categoria redobrem os cuidados, tanto dentro quanto fora das unidades prisionais, alertando que não podem se deixar surpreender de novo, como aconteceu em 2006.
Por fim, o autor registra, em nome do SIFUSPESP, seus sentimentos e condolências às famílias, parentes e amigos dos policiais penais Souza e Lima.