
O título já resume o desfecho: a jornalista Rachel Sheherazade atacou os agentes penitenciários, acabou processada pelo Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) e, como consequência direta, perdeu o posto de apresentadora do SBT Jornal.
Tudo começou com dois vídeos publicados pela apresentadora, intitulados "Monstro contra monstros" e "Joio e trigo", nos quais ela teria difamado e caluniado os agentes penitenciários. A categoria, organizada junto ao sindicato, reagiu de forma imediata e coordenada. O resultado dessa mobilização apareceu na sexta-feira, dia 9 de agosto: Sheherazade foi afastada da apresentação do telejornal da emissora.
O SBT não se manifestou publicamente sobre os motivos exatos do afastamento, mas o episódio ganhou grande repercussão em portais de notícia e nas redes sociais, a ponto de a jornalista desativar temporariamente sua conta no Twitter.
O texto destaca a reação da categoria como um exemplo de união. No próprio dia em que o primeiro vídeo foi divulgado, 30 de julho, o sindicato já havia publicado uma nota e um vídeo de posicionamento oficial, convocando os agentes a se manifestarem, com respeito, nas redes sociais da apresentadora. A resposta da categoria foi imediata.
Na segunda-feira, dia 5 de agosto, a diretoria do Sifuspesp foi pessoalmente até a direção do SBT para exigir um posicionamento da emissora sobre as falas de Sheherazade. No dia seguinte, como havia sido prometido, o SBT enviou um comunicado ao sindicato informando que não concordava com as afirmações feitas pela jornalista.
Paralelamente à negociação institucional, o departamento jurídico do sindicato entrou com uma ação judicial, também protocolada em 5 de agosto, pedindo a retratação pública de Sheherazade, o esclarecimento das acusações feitas por ela, a retirada dos dois vídeos do YouTube e uma indenização por dano moral coletivo, com base na ofensa à honra e à imagem dos agentes penitenciários de todo o país.
O processo tramita na Vara Cível do Foro de Barueri e pode ser acompanhado pelo site do Tribunal de Justiça de São Paulo, cujo link foi disponibilizado no post original. O autor informa ainda que ações semelhantes estão sendo movidas pela Fenaspen (Federação Nacional Sindical dos Servidores Penitenciários) e por outros sindicatos de agentes penitenciários em diferentes estados do país.
Segundo o autor, Sheherazade deve ficar "no gelo" por um tempo, e espera que esse período sirva para que ela aprenda o básico da profissão: apurar os fatos antes de divulgá-los, assumir responsabilidade pelo que diz e agir com ética.
Ao comentar especificamente o vídeo "Joio e trigo", o autor acusa a jornalista de desinformação, arrogância e falta de humildade, apontando que ela teria se colocado na posição de representante do "trigo dourado" do jornalismo brasileiro.
A conclusão do post inverte essa imagem: os fatos teriam mostrado que, na realidade, é a própria Sheherazade quem representa "o joio que estraga a colheita", por seu comportamento incoerente, suas falácias e o recurso a generalizações que o autor chama de covardes. Ele afirma que ela recorreria a qualquer tipo de conteúdo, inclusive mentiras, em busca de acessos e monetização nas redes sociais, e conclui que ela teria aprendido, com o episódio, uma lição decisiva.
O autor, Fábio Jabá, então presidente do Sifuspesp, agradece a atuação imediata da categoria de agentes penitenciários e também aos companheiros sindicalistas, parlamentares e demais pessoas que se manifestaram em apoio, seja por vídeos, seja por mensagens de repúdio à jornalista.
Por fim, o post lista oito veículos de imprensa que noticiaram o caso citando diretamente o Sifuspesp: Notícias da TV (UOL), Revista Fórum, Caras (UOL), TV Famosos (UOL), Diário do Centro do Mundo, One News, Catraca Livre e Portal Overtube. Essas matérias também mencionam a participação de Silvio Santos, dono do SBT, na decisão de afastar Sheherazade.