
A votação foi arrasadora: 402 votos a favor e apenas 8 contrários. Esse placar mostra a força da unidade que sustenta a categoria dos trabalhadores penitenciários.
No dia 9 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou em primeira votação a PEC 372/2017, que cria a Polícia Penal, com essa margem esmagadora de 402 votos favoráveis contra apenas 8 contrários.
A proposta ficou três semanas consecutivas na pauta de votações da Câmara Federal, encerrando um percurso de quase 15 anos de luta até chegar a esse momento histórico para toda a categoria. Mesmo com essa trajetória longa, nas últimas três semanas havia muita gente descrente de que a votação realmente aconteceria; ainda assim, o resultado comprovou o contrário.
Houve uma articulação intensa dos sindicatos, em parceria com a Fenaspen, junto ao Congresso Nacional. Foi igualmente decisiva, e essencial, a mobilização dos próprios servidores e servidoras, que pressionaram os deputados pelas redes sociais e enviaram mensagens de todas as formas possíveis para exigir a presença dos parlamentares no plenário da Câmara.
Pode até parecer clichê repetir que a união faz a força, mas é a pura verdade. É só a unidade que garante essa força, guerreiros e guerreiras. Por isso não se deve criar ilusões nem desanimar; pelo contrário, a união continua sendo o caminho para conquistar e ampliar direitos.
O embate foi árduo e desgastante, mas rendeu tanto esse apoio expressivo, com uma vitória de goleada, quanto uma grande visibilidade para a causa da Polícia Penal.
Foram muitos os deputados e deputadas, vindos de partidos com orientações políticas diferentes, que subiram ao plenário para defender a proposta, além de outros tantos que se comprometeram a votar a favor e chegaram a gravar vídeos de apoio para incentivar a luta da categoria.
Parlamentares de direita, de esquerda e de centro se uniram em torno da PEC 372/2019 (referida também como PEC 372/2017), o que é inegável e resultado de mais de uma década de mobilização que possibilitou chegar a esse ponto.
Esse avanço é importante para as etapas seguintes: a redação final na Comissão de Constituição e Justiça e, depois, o envio para a segunda votação, que por ora ainda não tem data marcada.
A primeira batalha da PEC 372/2017 já foi vencida na Câmara dos Deputados, mas ainda resta a segunda votação. A guerra, portanto, continua até a aprovação definitiva da Polícia Penal pelo Congresso Nacional.
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